Inspiro dúvida, expiro incerteza. Assim prolongo este ciclo vicioso que me vai corroendo a mente a pouco e pouco.
Cada segundo que passa parece dar azo a novas e mais ambiciosas questões.
Questiono o porquê de ser assim, pergunto-me se a cada um de nós corresponde uma batalha interior similar à minha, ou se todos se deixam de questionar séria e profundamente sobre a vida após a infância. Será toda esta angústia ainda reflexo de uma meninice inacabada? Serei ainda um pirralho na idade dos porquês?
Não encontro respostas e pergunto-me se algum dia virei a ter qualquer tipo de garantia na vida. Pergunto-me se será justo viver nesta ânsia insaciável de saber, acompanhada por esta carência intolerável de explicações.
Se não me podem dar o poder da certeza que ao menos me munam com a bênção da ignorância.

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