segunda-feira, 27 de julho de 2015

Devaneios Noturnos

São 3 da manhã e tu não me sais da cabeça.
Tudo o que eu queria neste momento era conseguir dormir, mas como poderia eu fazê-lo enquanto estás tão longe mas eu te sinto tão perto?
Desististe de mim, desistimos de nós.
Fizemos a nossa escolha e agora só nos resta lidar com as consequências. Juntar os bocados que sobraram de cada um de nós e reaprender a ser.
Como voltar a existir e a sentirmos-nos inteiros sabendo que uma parte de nós nunca voltará?
Estamos condenados a ser resignadamente incompletos.
Há pessoas que precisam de tanto da vida e que por mais que a vida lhes proporcione nunca conseguem sentir-se saciadas. Já eu, faço um simples pedido à vida, enquanto ela está demasiado ocupada a atender ingratos para me puder escutar devidamente.
Eu só preciso de ti, agora, ao pé de mim....
Queria poder resmungar mais uma vez contigo pelas cócegas ou pelos mini ataques cardíacos que me fazias ter quando me pegavas ao colo e logo de seguida fingias deixar cair. E adorava ouvir-te chamar-me, uma vez mais, chata e resmungona. Ver-te a reclamar por tudo e por nada na esperança de que eu ficasse chateada o suficiente para implicar contigo, só porque sempre me achaste bonita de cara séria.
Anseio por um último sussurro no ouvido em que pronuncies aquelas palavras que ambos sabemos que não poderias pronunciar alto demais e quero sentir os nossos corpos entrelaçados, os teus lábios nos meus, a nossa respiração ofegante, como que sincronizada numa harmonia quase tão perfeita como nós.
Quero ter a oportunidade de te mostrar que posso ser melhor, que vale a pena tentar mais uma vez, pois não existe agonia maior do que não te ter aqui, agora, ao pé de mim...

Sem comentários:

Enviar um comentário